Tínhamos que começar de alguma maneira…

Novembro 3, 2009 às 1:55 am | Publicado em Espaço | Deixe um comentário

O lançamento de dois satélites da ESA com tecnologia portuguesa a bordo é sempre uma boa notícia, que nos deixa muito vaidosos pelo nosso pequeno sector aeroespacial. É também um sinal que a nossa contribuição para a ESA tem algum retorno industrial, embora estes dois projectos fossem ainda do chamado período de transição da nossa adesão à ESA.

O satélite Proba-2 leva a bordo um magnetómetro produzido pela Lusospace. É um bom cartão de visita para a empresa, embora seja um aparelho corriqueiro em termos de maquinaria espacial. O mérito para a empresa portuguesa é ter produzido um produto comercial recorrente que pode ser usado noutros satélites, no entanto, convém lembrar que não falta por aí gente a vender magnetómetros no mercado de satélites.

Quanto ao SMOS (acrónimo em inglês para hidratação dos solos e salinidade dos oceanos), leva a bordo um único instrumento, o MIRAS (Microwave Imaging Radiometer using Aperture Synthesis), um radiómetro cujo processador de dados foi feito pela Deimos Engenharia em colaboração com os espanhóis.

Como digo é bom ver tecnologia portuguesa nestas coisas é bom ver que também sabemos fazer coisas para satélites, mesmo que sejam pequenas coisas. Mas tínhamos que começar de alguma maneira.

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