Ovnis

Abril 8, 2008 às 11:39 am | Publicado em Astronomia | 17 comentários

Como o Paulo Heleno já disse a série da RTP 2 sobre casos ovnilógicos em Portugal ficou aquém das expectativas. De curta duração e baseada nos arquivos do CTEC girou à volta dos próprios investigadores do CTEC que pouco adiantaram à análise do fenómeno. Já tinha a noção que falta investigação céptica e profunda a estes fenómenos e ao ver o programa fiquei mais uma vez com essa ideia.

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  1. Ja respondí ao “blogue” que refere. Infelismente, como o mesmo é insultuoso e revela uma superior ignorância, não mencionei na resposta alguns pontos, que, no seu caso, gostaria de salientar, por verificar tratar-se de autor de bem melhor bom senso. A investigação que o CTEC faz sobre o tema desde 1975 (creio), e eu próprio desde 1971 (públicamente), teve sempre uma concepção a que hoje, alguns, convecionaram denominar por “céptica”. Ora, a nossa investigação não é desta corrente nem doutra qualquer, mas de uma “grelha” internacional que engloba por exemplo, a Universidade de Stanford (…também já fomos criticados por isso….), o CNRS de França na pessoa de Velasco, e a autoridade de Haines na sua qualidade de consultor da NASA e nosso amigo pessoal e aderente ao projecto. Para quem esteja dentro destes assuntos, relembro que foi pela mão do CTEC que vieram a Portugal nomes como os acima citados, bem como Mack, J.P. Petit, Pierre Guerím, e tantos outros. Sem subsídios, vivendo com uma vontade férrea que ultrapassa a imaginação de muitos. É de salientar ainda, que entre os nossos colaboradores, se encontram nomes nacionais de prestígio tais como o Prof. Carvalho Rodrigues, o Pof. Mário Simões, o Prof. Paulo Gali, o Prof. Ferreira da Silva e muitos, muitos mais. Relembro igualmente, que o projecto internacional M.A.R.I.A.N. é igualmente liderado pelo CTEC. Daí, a usar-se títulos como “miúdos”, “amadores” e outros, é lamentável. Sobretudo denota que o autor não esteve atento ao programa, ou revela um baixo nível de compreenção. O que nos foi pedido foram pequenos comentários para um reduzido espaço de meia hora, dirigido ao público em geral. E o que acontece? Os mesmos homens que aparecem no “Discovery”, no “Canal de História” ou no “Odisséia, que são nossos correspondentes, e cuja maioria trouxemos a Portugal (note-se bem), são aplaudidos, e a nossa organização que é vista internacionalmente COMO UMA DAS “melhores do mundo, senão a melhor”, citando um investigador brasileiro “céptico”, é caluniada de forma gratuita. Mais gostaria de informar, que igualmente somos os responsáveis pelos questionários utilizados pela Força Aérea Portuguesa (desde da década de 70), bem como pela GNR, e consultores para ambas as entidades quando estas entendem dever chamar-nos nesta qualidade. Infelismente, quem nada faz e tudo isto desconhece, utiliza as modernas tecnologias para difamar sem conhecimento. Quem deseja verificar o nível de Ciência, na sua multidisciplinaridade, deve solicitar ao CTEC – Universidade Fernando Pessoa (Porto), um exemplar da publicação Anomalia. Há que escolher por conteúdos, pois os diversos temas de congressos compilados na mesma, possuem orientações diversas. Mas sugiro o volume 5 de 2001. No seu caso,
    cordialmente,
    Raul Berenguel

  2. O que há de mais relevante no fenómeno ovni é, na minha humilde opinião, o facto dos mesmos não demonstrarem o menor interesse em entrar em contacto com a Humanidade. Porque será? Por que razão há registos de avistamentos ao longo de séculos, senão mesmo milénios, sem nunca haver a mínima intenção de um contacto formal por parte desses objectos( ou de quem neles viaja )?
    Seja como for, essa é decididamente a maior causa do cepticismo que este fenómeno provoca na generalidade das pessoas. Talvez náo queiram contactar-nos, ou talvez, por razões que podemos apenas inferir, não possam ou não devam…

  3. Caro Raul

    O CTEC não existia em 1975??? Foi fundado em 2001, por isso não percebo essa referência a 1975??

    Não me parece que a investigação do fenómeno Ovni em Portugal nos anos 70 fosse céptica. Nem me parece que os contactos que refere a nível mundial estejam numa linha de investigação céptica. O próprio Velasco defendeu em livro (Ovnis : L’Evidence) que os Ovnis são de origem extraterrestre, o que não me parece uma abordagem céptica do assunto. E o Jean-Pierre Petit andou a defender em 1990 que a onda de Ovnis belga era de origem extraterrestre???

    Não ponho em causa o esforço que o CTEC tem feito para promover a discussão deste fenómeno em Portugal. Nunca me viu criticar isso até porque conheço o vosso trabalho, que acho que merece apreço. Agora, não me parece que o programa da RTP2 cumpra bem a função de desmistificar o fenómeno. E a minha crítica era principalmente sobre o programa. Percebo que é pouco tempo, mas do que vi no 1º episódio achei que a abordagem podia ter sido outra. É claro que estamos só a falar de um episódio e vou tentar ver os outros. Até acho que vocês podiam no futuro editar tudo em DVD.

    Para mim, abordagem céptica do fenómeno passa por organizações como o CSICOP (http://www.csicop.org) e outras da linha céptica que existem na Europa.

    E penso que a vossa organização devia estabelecer contactos a esse nível.

    Também tenho alguma pena que mais gente em Portugal da área da ciência não dedique mais tempo a esta questão, pois penso que se podia ter uma visão mais abrangente sobre o fenómeno.

    Mas obviamente que não desvalorizo o vosso trabalho que não se esgota obviamente numa série de TV.

    Um abraço

    José Matos

  4. Peço desculpa por me intrometer na ‘discussão’ entre o José Matos e o Raul Berenguel, pessoas concerteza possuidoras de muitos mais conhecimentos do que eu sobre o assunto, mas gostava que um investigador céptico demonstrasse o seguinte :
    – que um objecto voador em forma de disco, sem meios de propulsão visíveis é um produto humano.
    – que os objectos fotografados e filmados( não me refiro ás falsificações ) não estavam lá quando as câmaras os registaram.

  5. Olá

    Não tem mal nenhum. De facto, um objecto voador em forma de disco pode ser um produto humano. E pode ser de várias formas que estão analisadas em muitos estudos que existem sobre o assunto.

    É óbvio que nem todas as fotos de Ovnis são falsificações. Mas isso não quer dizer que sejam objectos de origem extraterrestre.

    Um abraço

    José Matos

  6. José matos;
    O CTEC citado em 1975, foi por precipitação óbvia, uma vez que o mesmo não é mais do que a continuação de outras entidades que se formaram sempre com as mesmas pessoas, mas sob formasa jurídicas diferentes: CEAFI, CNIFO, SPEC, e finalmente CTEC, numa “mini-cisão” entre aderentes de 2 diferentes projectos, um de carácter mais popular, e outro de carácter mais académico. Acrescento que cepticismo é algo a controlar. O problema não é confirmar a existência dos fenómenos, mas explicá-los. Quanto ao programa, nomeadamente o segundo, acerca do caso de Évora, verifiquei que pelo menos no que a mim diz respeito, 75% do tempo foi retirado. É óbvio que não se consegue dar grande ideia do que se possa ter dito, pois não se pode encaixar tanta coisa em 25 minutos, o que resulta neste tipo de discussões. De qualquer forma, foi o bom nível crítico que me levou a intervir neste espaço. Daí aos termos utilizados no outro blogue, só há a lamentar.
    cordialmente,
    RB

    ps: as opiniões de Petit e de Velasco são opiniões, e valem como tal. As outras teorias não foram capazes de explicar nada de racional quanto ao assunto belga.Antigamente, era o “gás dos pântanos” e até mesmo “explosões de lixo”. Agora são as luzes de aterragem dos F117….

  7. Caro Raul

    Agradeço o comentário, mas o caso belga é uma onda de observações que terá concerteza mais do que uma explicação ou origem. Mas até é um caso bem estudado e noticiado.

    Em relação às organizações que refere, embora uma parte das pessoas seja a mesma eu acho que o CTEC não tem muito a ver com as associações de pesquisa Ovni dos anos 70. É certo que tem algumas pessoas desse tempo, mas mal de nós se fosse pelo mesmo caminho. Acho que essas associações prestaram na altura um mau serviço a uma análise sérias dos Ovnis.

    Sobre o programa realmente o tempo não é muito o que limita a série. Mas acho que o devem publicar no futuro em DVD, pois é a 1ª vez que há um documentário destes em português.

    Um abraço

    José Matos

  8. Alguns argumentos contrários a óbvia existência de aparatos extraterrestres parecem advir de crianças.Este de que um dos motivos para o ceticismo está ligado ao fato de extras não se comunicarem conosco é ,sem dúvida,um dos mais pueris.
    Se efetivamente são inteligentes(como obviamente são)utilizariam esta inteligência para retirarem deste planeta tudo o que desejam sem a necessidade de nada negociar.Qual ser inteligente agiria de outra forma.Principalmente sabendo que mesmo entre nós ainda guerreamos para defender interesses.
    Vivem no melhor dos mundos,pois atuam diariamente e quando são denunciados têm a proteção do esquadrão cético limitado para o serviço gratuito de acobertamento.São ou não seres de inteligência superior!!!

    abraços

  9. Inteligência superior não significa, de maneira nenhuma, ludibriar os outros. Pelo contrário, inteligência, humildade e bondade parecem combinar bem. Basta pensar em quem é violento e faz a guerra, no sentido mais lato do termo. De inteligentes não têm nada!…

  10. Visionei o primeiro episódio desta série no Google Video hoje. Acompanhei partes do primeiro episódio quando este passou na rtp2 há uns meses atrás.Não me foi possível acompanhar a série na altura de estreia.
    A abordagem ao caso Alfena, retratado neste episódio, pareceu-me livre das fáceis e abusivas especulações que muitas vezes se fazem sobre estes assuntos. A investigação do fenômeno ovni não faz de todo parte da mainstream científica actual. Isto muito por culpa das mistificações e sensacionalismo alimentados pela comunicação social mundial. Os investigadores não se lançaram em especulações ridículas que muitas vezes, na maioria delas, são falácias lógicas. Uma comum explicação fabulista para casos análogos é que se trata de aparelhos alienígenas. Se não se consegue explicar o fenômeno logo a conclusão é de que é algo extraterrestre. Este argumento é falacioso porque para se chegar, eventualmente, a esta conclusão, seria necessário a reunião de evidências muito fortes que corroborassem essa mesma conclusão. Até hoje, dentro do que é o meu conhecimento, não existe nenhuma prova credível de termos sido visitados por extraterrestres. Até hoje não há provavelmente uma única evidência que aponte para a existência de uma outra civilização tecnológica na nossa galáxia. Se assim fosse o projecto SETI receberia milhões de dólares em apoios governamentais. Essa descoberta seria uma das maiores de sempre na historia da ciência.
    Posto isto permitam-me fazer alguns reparos. Neste episódio há algumas afirmações que penso abusivas. A determinada altura Fernando Ribeiro diz “Há de facto artefactos com evidências físicas detectados ao radar, coisas esquisitas que de um modo geral a ciência não explica”. Eu interpreto isto desta forma. Ele refere-se á existência de productos manufacturados, objectos de origem artificial, criados por seres inteligentes, que a ciência não explica. Logo o que este senhor implicitamente quer dizer é que se trata de objectos criados por inteligências que não são humanas. Porque sendo artefactos criados pelo homem a ciência teria com certeza uma explicação para os mesmos. Quanto a mim este tipo de opiniões contrariam o que para mim foi uma abordagem coerente e consistente do caso Alfena. Mesmo tendo esta instituição, North American Aerospace Defense Command chegado a esta conclusão após o estudo das fotografias do caso ” não se assemelha com qualquer tipo de artefacto conhecido”, isto é artefacto aeroespacial, não se pode chegar à conclusão que não é um objecto criado pelo homem.Pode ser um objecto que não esteja catalogado por eles.
    Parece-me que os investigadores não conseguiram fazer luz sob o caso. A dada altura Mário Neves diz ” a explicação…à luz dos conhecimentos científicos não nos permite…concluir em relação áquilo que foi…observado”.
    Portanto à luz dos conhecimentos científicos o objecto obervado em Alfena não pode ser explicado como um artefacto feito pelo homem nem como um fenómeno natural. Esta afirmação parece-me bombástica. A afirmação deveria ter sido mais modesta. A conclusão deveria ser que esta equipa de investigadores, e provavelmente outras, não conseguiu encontrar uma explicação satisfatória para este caso. Isso não quer dizer que não há uma explicação satisfatória. Que eu saiba os maiores físicos e astrónomos e psicólogos mundiais não estudaram este assunto. E isso deve-se à posição de marginalidade destas investigações no seio da comunidade científica. Daí não se poder concluir de forma tão peremptória que se trata de um caso completamente novo e incompreendido à luz das teorias físicas actuais.

  11. Completamente de acordo, partilho a mesma visão do problema.

  12. Só gostava de acrescentar que o cepticismo não devia funcionar num só sentido. Somos cépticos em relação á origem extraterrestre dos ovnis mas aceitamos como possível e mesmo provável que objectos voadores totalmente diferentes dos que são feitos pelo Homem sejam de origem humana.
    Quanto aos artefactos fabricados em segredo por governos ou por privados pouco há a dizer, a não ser que devíamos ser, também aqui, cépticos em relação a teorias da conspiração. Mais ainda, que esses segredos não duram, geralmente, muito tempo sem serem descobertos e, por certo, que a aeronáutica já teria beneficiado desses supostos avanços. Mas não, continuamos com o avião desde o início da aventura aérea.
    Mas como há casos de ovnis anteriores ao primeiro avião(conhecido, é claro…), o mais certo era serem artefactos feitos por homens que, sem honra nem glória, deixaram a fama toda para os irmãos Wright.

  13. Quando vemos um objecto que pelos comportamento e aparência parece artificial, é mais plausível atribuir-lhe uma causa terrena ( manufacturado pelo homem, que comprovadamente existe já que eu e os leitores deste blog somos dessa espécie), do que pensar em explicações de origem extraterrena ( manufacturado por outra civilização tecnológica, que não sabemos se existe ou não). Aliás há um video na web de Richard Feynman, o famoso Nobel da física pelas suas contribuições para a teoria quântica, que quando questionado sobre a causa dos ovnis responde que, é mais provável que a existência de tal fenómeno seja explicada pela irracionalidade do homem, que todos sabemos que existe, do que a possível racionalidade extraterrestre para a qual não há evidências minimamente credíveis.

  14. Eu também pertenço á espécie humana, embora o meu nickname na net pareça indicar o contrário. E também sou céptico em relação a muitas coisas. O que me move, confesso, é a paixão pelo Cosmos e por tudo o que nele existe. Preocupa-me, isso sim, a falta de interesse que persiste a nível científico e académico sobre esta matéria. E espero não melindrar ninguém com as minhas observações – nunca tive essa intenção – mas contribuir apenas de uma forma modesta neste blog que considero de referência no panorama português.

  15. Obrigado

    Toda a participação é bem-vinda.

  16. É preciso Alguem destapar a verdade
    chega de desculpas quanto a “factos”
    que cada vez mais acontecem
    frequentemente
    Força com este blog
    continuem com o bom trabalho
    🙂

  17. Existe sim meio de propulsão totalmente diferente dos conceitos de propulsão modernos, nunca antes demonstrado por ninguém. O sistema é simples de desenvolver e demonstrar mas, como dizia Fermat, não cabe num pedaço de papel…


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