A ver

Fevereiro 28, 2006 às 10:29 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário

Um curso interessante sobre o sistema solar.

Exploração planetária

Fevereiro 28, 2006 às 8:42 pm | Publicado em Astronomia | 5 comentários
Já lá vão 10 anos. Foi nessa altura que os planetas começaram a incomodar-me, a roer-me por dentro. Precisava de fazer um curso que fugisse aos cursos que tinha de astronomia e que fosse para um tema mais específico. Os planetas era um bom tema e de fácil compreensão. Comecei então a pensar no assunto e durante o Verão de 96 elaborei a primeira versão do curso. Arranjei-lhe um nome pomposo (astrogeologia) e lá comecei em Outubro desse ano. Não era um grande nome, mas na altura funcionou. Eu também não era grande coisa para falar daquilo, mas lá me aguentei. Mas era um curso longo com 40 horas e 4 meses de duração. É óbvio que era demasiado vasto para funcionar na prática, mas naquele tempo não liguei muito a isso.

Depois com o passar dos anos foi encolhendo e fui-lhe mudando o nome até chegar ao nome de hoje. É claro que não é fácil tentar concentrar em 20 horas aquilo que noutros tempos se dava em 30 ou 40. Hoje sinto esse problema, pois sinto o curso a estoirar a gritar por mais tempo. Mas lá o vou espremendo até não dar mais. Mas isto consome semanas na vida de uma pessoa. É uma consumição até encontrar a fórmula certa. Noutros tempos era tudo mais fácil. Uma pessoa agarrava em 500 ou 600 slides e fazia o curso em função dos slides que tinha. Agora é tudo muito mais complicado, pois um slide não é apenas uma imagem é também texto, esquemas, ideias e chatices para quem o faz. Portanto, custa mais e moí a cabeça e o espírito. Ando nisto à não sei quanto tempo e ainda não acabei. Mas há depois o gosto de chegar ao fim e olhar para a obra feita. Há depois o gosto do curso e de dar as aulas. Cada participante levará para casa o curso dentro de um CD e poderá vê-lo quantas vezes quiser.

Mas já lá vai uma década a falar de planetas. Sei hoje alguma coisa do assunto é verdade, muito mais do que quando comecei. Há uma década não sabia nada a não ser vulgaridades, hoje pelo menos sei um pouco mais. Mas o que sei é pouco mesmo assim, diria mesmo uma pequena gota de água no imenso conhecimento acumulado sobre estes nossos vizinhos. Todos os anos um fluxo enorme de artigos vai revelando um pouco mais dos nossos parentes próximos. Há tanta coisa a ser descoberta que é impossível de acompanhar. Mas estes são tempos interessantes para quem gosta de planetas. E apesar da minha insignificância, apesar de nunca ter descoberto coisa alguma, faço uma coisa que mais ninguém faz neste país. Falo de planetas para quem me quer ouvir. Vamos ver se terei alguém para me ouvir daqui a uma semana?

Plutão

Fevereiro 28, 2006 às 8:02 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
Uma lista interessante que mostra todos os artigos publicados sobre Plutão até Junho de 1999. É de notar que durante vários anos pouco coisa se publicava sobre Plutão. Só no final dos anos 70 é que o ritmo de publicação aumentou de forma significativa.

Viagem ao Egipto

Fevereiro 24, 2006 às 6:57 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
A Agência Abreu continua com algumas vagas na viagem para assistir ao eclipse total do Sol de 29 de Março.

Orbitron

Fevereiro 24, 2006 às 6:54 pm | Publicado em Astronomia | 2 comentários
Um excelente programa de seguimento de satélites do Sebastian Stoff. Já agora depois de instalado surge uma janela para actualizar os dados TLE e aí deve-se clicar num icon com a forma de globo que aparece em cima à direita de forma actualizar os dados pela net e só depois clicar OK.

A caminho do espaço

Fevereiro 24, 2006 às 6:21 pm | Publicado em Astronomia | 2 comentários
Nos últimos tempos, as manobras mediáticas em torno do turismo espacial têm sido muitas. A Virgin Galactic não tem perdido tempo depois do sucesso do SpaceShipOne e tem capitalizado o feito vendendo o sonho das viagens ao espaço. Os homens que mandam na Virgin já anunciaram a construção de uma base no Novo México, onde serão lançados os voos para o espaço. Estamos falar de voos suborbitais em que o Virgin SpaceShip (VSS) ascenderá aos 110 km de altitude para depois voltar a mergulhar na atmosfera. Serão 10 minutos em ambiente de imponderabilidade. Parece que até agora 38 mil pessoas de 126 países já manifestaram interesse na viagem e efectuaram um depósito de caução. O bilhete custa 170 mil euros e os primeiros voos estão previstos para 2008/2009.

Ora há obviamente muita propaganda em tudo isto, que é boa para a Virgin que está a tentar cativar clientes. Ainda há poucos dias um magazine semanal trazia na capa um português a viver na Austrália, editor da revista Cosmos e que pretende ser o primeiro português no espaço. Entretanto, nos dias seguintes os jornais divulgavam o nome do empresário Mário Ferreira, que já tinha pago os 170 mil euros para fazer parte do clube dos fundadores, ou seja, aqueles que serão os primeiros turistas viajar no espaço nas naves da Virgin Galactic. Ou melhor dizendo aqueles que estão a pagar a construção das ditas naves. Com tanto anúncio até ficamos confundidos, mas parece-me que o Mário Ferreira será mesmo o primeiro português a alcançar o espaço e desejo-lhe boa sorte.

Mas o que me parece mais difícil de cumprir em toda esta campanha mediática é o prazo de 2008/2009 para os primeiros voos comerciais seguros. Acredito que um dia estas viagens serão possíveis a um ritmo razoável. Mas não acredito que seja dentro de 2/3 anos. Os problemas que ainda têm que ser resolvidos até esta actividade ser segura para um simples turista são vários e não será dentro de 2/3 anos que estarão todos resolvidos. Mas, apesar da propaganda, é um facto que vamos ter dentro de alguns anos a possibilidade de ir ao espaço por 170 mil euros e isso é uma grande revolução na história da exploração espacial. Mais uma vez serão apenas os ricos a ter acesso a tais viagens, mas isso já era de esperar. Até eu se tivesse os 170 mil euros era capaz de alinhar numa viagem dessas.

Galileu IV

Fevereiro 22, 2006 às 3:41 pm | Publicado em Astronomia | 1 Comentário
O Rui Barbosa, que na sua vida real é Optometrista, enviou-me um comentário a este respeito que julgo importante, pois não se conhecem ainda bem quais são os factores mais importantes que levam ao surgimento de cataratas. Ou seja, se o Galileu ficou cego por causa das cataratas, qual foi o factor que esteve na origem das mesmas?
É realmente interessante a discussão sobre a causa da cegueira do Galileu.

Eu não descartava a hipótese (atenção que não li o que dizem os especialistas que referes no teu blog) de que as observações solares tenham sido uma causa indirecta para a cegueira do Galileu.

Na realidade ninguém sabe com precisão o que leva o cristalino se alterar ao longo dos anos dando origem ás cataratas. Os cientistas estão gradualmente a identificar factores que possam dar origem ás cataratas. Muitos estudos sugerem que a luz ultravioleta e a excessiva exposição a esta radiação, esteja associada ao desenvolvimento das cataratas. É por isso que eu muitas vezes como Optometrista recomendo o uso de óculos de sol e chapéus com uma pala larga aquelas pessoas que trabalham constantemente ao Sol. Por outro lado, outros tipos de radiação também podem estar na origem do aparecimento das cataratas. Estudos levados a cabo na Islândia mostram que os pilotos de aviões têm um maior risco de desenvolver cataratas nucleares e que a causa possa estar associada á exposição aos raios cósmicos. Um teoria similar sugere que os astronautas também são uma população dre risco!!

As pessoas com diabetes também têm um certo risco de desenvolver cataratas e o mesmo vai para aquelas pessoas que ingerem esteróides, diuréticos e calmantes. Uma dieta rica em sal aumenta a probabilidade de aparecimento de cataratas, tal como o tabaco, poluição e consumo de alcool.

Mais uma achega do Neil Handley sobre este tópico.

Galileo would have been just as likely to develop cataracts as any other person of his age living in that region. Of course many people never reached such old age. We know now that it is most unlikely that his optical observational activity would have made any difference, but it is quite possible that his contemporaries, with their less advanced medical knowledge, may have thought there was a connection.

Astrobiologia

Fevereiro 22, 2006 às 3:25 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
Embora a discussão já tenha decorrido noutro tópico (e com base numa versão mais antiga), não posso mais uma vez deixar de fazer referência ao curso de astrobiologia (versão 2006) do Vali, pois é raro termos on-line um curso de astrobiologia fora dos EUA para apreciar. O curso é livre e aberto a todos os estudantes e penso que os temas estão bem escolhidos tendo em conta que os estudantes serão apenas curiosos destas matérias interessados em saber mais. Á medida que o curso se vai realizando os PPT vão sendo colocados on-line e na página de cada aula há sempre um conjunto interessante de referências. Portanto, se algum dia forem estudar para Montreal cá fica a sugestão.

Encontro em Espinho

Fevereiro 21, 2006 às 3:41 pm | Publicado em Astronomia | 2 comentários
Um encontro em Espinho sobre comunicação em ciência.

Galileu III

Fevereiro 21, 2006 às 3:12 pm | Publicado em Astronomia | 7 comentários
Aqui está uma discussão interessante que podemos ter num blogue de astronomia e que serve para os leitores aprenderem alguma coisa.

Tudo começou com uma afirmação errada minha de que o Galileu tinha ficado cego por causa das observações solares.

O Carlos Oliveira chamou e bem a atenção para o erro e a partir gerou-se a discussão.

Ele defende que não há muito para dizer sobre as verdadeiras razões que levaram Galileu há cegueira (e que nada têm a ver com a observação solar), pois os especialistas já estabeleceram um diagnóstico seguro a esse respeito.

Eu pelo contrário considero que há polémica sobre isso e que não é ainda possível estabelecer um diagnóstico seguro sobre todas as causas que levaram Galileu a ficar cego. A única coisa certa é que pelo menos não foi por causa da observação solar. Em relação ao resto não tenho uma opinião formada ao contrário do meu amigo Carlos.

Recebi agora uma opinião a esse nível que me parece interessante. Uma das fontes que habitualmente é apresentada sobre este tema é a Dava Sobel e o livro “A Filha de Galileu”. Ora parece que temos que ter algum cuidado com aquilo que vem no livro da Sobel a este respeito.

Dava Sobel’s book ‘Galileo’s Daughter’ (which I read last year) is indeed explicit about the diagnosis but does not offer the references to check her claim. She presents this information as accepted fact and does not discuss the nature or content of the evidence.

In fairness, a ‘popular’ history such as hers, which is aimed at the general reader, not an academic audience, is not the place to enter into a deep discussion of the possibilities. Her suggestions are plausible, possibly even likely, but not, on the basis of the evidence available, proven or demonstrable.

Of course she may have read a source that I haven’t, but if so why was it not mentioned in the end notes? Indeed I have no reason to think that has has even studied the matter in detail. It would only have been incidental to her book’s main argument.

The diagnosis that she (along with other people) offers is not ‘safe’ but merely speculation, if nevertheless intelligent speculation.

On this matter, as with many other historical vision-related questions, the BOA Museum’s response will always be ‘Show us the Proof’.

Incidentally my article on the history of glaucoma diagnosis, which was formerly on the website, will be placed back there very soon.

Yours sincerely

Neil Handley, MA, AMA
Curator, British Optical Association Museum

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