O ponto de luz

Dezembro 28, 2004 às 2:53 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
Um dia quando a espécie humana desaparecer como todas as outras formas de vida que a precederam, este ponto de luz há-de habitar uma lua laranja. E um dia quando o silêncio perdurar sobre nós e os nossos feitos, este ponto de luz há-de continuar como lembrança da espécie que o produziu. É certo que já não será um ponto de luz, mas uma carcaça velha e corroída numa lua gelada. E um dia quando a Terra for apenas uma bola de pedra perdida no espaço e o Sol uma fornalha gigante no céu da Terra, tudo isto desaparecerá. E mesmo a carcaça velha não será nada no silêncio infinito do espaço. Nem ela nem a mãe dela que a transportou até Saturno. Quem lembrará então os seus feitos? Quem lembrará então este dia em que partiu rumo ao desconhecido? Silêncio, como o silêncio das partidas em que sabemos que quem parte nunca mais regressa. Mas aqui há alegria. Uma alegria pela partida, pela vontade de revelar novos mundos ao mundo.

O Verbo

Dezembro 28, 2004 às 2:09 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
No princípio não era o Verbo, mas sim um silêncio e uma claridade enorme. E desse clarão de energia surgiu tudo o que conhecemos. O Verbo é recente e antes dele uma infinidade de coisas foi no seu silêncio e no nosso desconhecimento. E é nessa imensa história de silêncios e de mistérios que Deus espera ainda habitar. Porque se não houvesse silêncio nem mistério ele não tinha para onde ir. E ficava na rua sem casa nem sítio para estar. E com o frio que está lá fora era capaz de gelar e de apanhar uma pneumonia.

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