A notícia

Dezembro 16, 2004 às 2:14 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
Um exemplo de como a linguagem jornalística é por vezes traiçoeira e induz o leitor em erro. A notícia saiu hoje no Público e é da autoria da jornalista Rita Pinto. É uma notícia sobre o lançamento da sonda Deep Impact. A notícia começa assim:

A NASA prevê lançar uma sonda com uma estranha missão: atirar um projéctil para fazer explodir o cometa Tempel 1.



Ora, a notícia começa mal aqui, pois sonda não vai fazer explodir o cometa Tempel 1, mas apenas vai fazer-lhe uma cratera. O que é curioso é que logo a seguir a jornalista muda de discurso e diz que é só a parte de fora do cometa que vai ser destruída.

O objectivo é destruir a camada exterior desta bola de gelo suja, para analisar o seu núcleo, onde devem estar recolhido material que não sofreu transformações desde o início do sistema solar.



Mas logo a seguir volta a dizer que o projéctil que a sonda vai lançar vai rebentar com o cometa.

O projéctil de 372 quilos que fará rebentar o cometa será transportado por uma cápsula em direcção à trajectória do Tempel 1, num percurso total de 431 milhões de quilómetros. A chegada ao cometa está prevista para 4 de Julho (Dia da Independência nos EUA).



E depois volta outra vez a mudar de discurso diz que vai só abrir uma cratera.

O projéctil colidirá com o cometa, criando uma cratera na superfície, com uma dimensão capaz de engolir o Coliseu de Roma.



Ficamos sem perceber se a sonda vai apenas abrir uma cratera ou rebentar com o cometa? Quem conhece a missão já sabe que a sonda não vai rebentar o cometa. Mas quem não conhece vai ficar confuso e talvez a ideia que guarde é de que a sonda vai rebentar o cometa.

A ler

Dezembro 16, 2004 às 1:43 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
No número de Dezembro da revista Science & Vie, um artigo sobre a estranha dança que Mercúrio tem à volta de Sol. É que este planeta roda sobre si próprio três vezes, enquanto dá duas voltas ao Sol. A razão desta sincronização tem sido um enigma desde 1965, quando esta característica foi detectada no planeta. Dois astrónomos (um deles português a trabalhar na Universidade de Aveiro) decifraram agora o enigma.

Mais um

Dezembro 16, 2004 às 1:35 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário

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