Fim de ano

Dezembro 31, 2004 às 3:49 pm | Publicado em Astronomia | 2 comentários
Uma sugestão de fim de ano. Vejam o C/2004 Q 2 (Machholz). Observa-se bem com binóculos perto do Touro. Ao telescópio está com um aspecto estranho com uma espécie de anticauda. Podem ver aqui imagens do Pedro Ré.

Fim de ano

Dezembro 31, 2004 às 3:38 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
Agora que o ano termina é altura de lembrar que a Terra deu mais uma volta ao Sol. Que passou mais um ano em que a nossa compreensão do vasto universo que nos rodeia aumentou mais um pouco. Continuamos a fazer perguntas e continuamos explorar. O desejo de entender e de perceber continua por outro ano, por outra década, por outro século. É permanente. Aqui estão as missões mais importantes para o próximo ano.

Cosmos

Dezembro 31, 2004 às 2:14 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
Já aqui tinha feito a referência à versão portuguesa da série Cosmos que saiu este mês em DVD. Hoje estive a ver o primeiro pacote com 4 DVDs e fiquei espantado com a fraca qualidade que se nota nesta edição portuguesa. Termos mal traduzidos tanta nas legendas como na parte dos menus mostram que a empresa que tratou do assunto fez um mau trabalho nesta edição portuguesa. Parece que foi tudo feito em Espanha e imagino por isso a salada que foi. Esperava mais numa série mítica como esta. Também não gostei muito da qualidade de imagem, mas aqui penso que o problema já será do original. Mas aqui fica a minha nota negativa por esta edição.

Copérnico

Dezembro 30, 2004 às 2:28 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
Hoje andei entretido com o Copérnico. Era bom homem e começou uma revolução. Mas ao longo do tempo vamos aprendendo coisas a respeito dele que nem sempre estão certas. Mesmo na escola quando falamos dele, nem sempre falamos bem. Sem querer ensinamos mitos que estão errados. Aqui ficam alguns:

Mito 1O sistema ptolemaico estava em crise. É comum ouvirmos dizer que o sistema geocêntrico estava em crise e que exigia cada vez mais epiciclos para corrigir o desfasamento entre o modelo e a observação. Ora isto não é bem verdade. A razão por que alguns astrónomos árabes introduziram mais epiciclos no sistema geocêntrico foi para evitar usar outro tipo de artifícios. De resto, o sistema ia servindo, pois as observações que existiam na época ainda não eram suficientemente boas para pôr o sistema completamente em causa. Além disso, a introdução de epiciclos resolvia apenas o problema dos erros periódicos, mas não dos erros seculares.

Mito 2O sistema de Copérnico era mais simples do que o sistema ptolemaico. Em algumas coisas era claramente mais simples, mas noutras nem por isso. Por exemplo, Copérnico continuou a usar epiciclos e até em maior número do que Ptolomeu.

Mito 3Copérnico foi logo atacado pela Igreja. Nem por isso, o livro de Copérnico passou vários anos sem ser proibido pela Igreja. Seria já no tempo de Galileu que o livro seria colocado no Índex, mas aí mais por culpa de Galileu.

Por falar em Marte

Dezembro 30, 2004 às 1:58 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
Já aqui tinha chamado a atenção para um CD com imagens a 3-D dos rovers que está à venda nos EUA. Hoje estive a vê-lo com calma e realmente as imagens são de um realismo impresssioante. Parece que estamos mesmo lá. Vale a pena comprar.

Opportunity

Dezembro 29, 2004 às 6:40 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
O Opportunity aproxima-se do seu escudo térmico. Á direita nota-se a cratera feita pelo embate do escudo no solo. O rover está de volta à planície desolada.

O ponto de luz

Dezembro 28, 2004 às 2:53 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
Um dia quando a espécie humana desaparecer como todas as outras formas de vida que a precederam, este ponto de luz há-de habitar uma lua laranja. E um dia quando o silêncio perdurar sobre nós e os nossos feitos, este ponto de luz há-de continuar como lembrança da espécie que o produziu. É certo que já não será um ponto de luz, mas uma carcaça velha e corroída numa lua gelada. E um dia quando a Terra for apenas uma bola de pedra perdida no espaço e o Sol uma fornalha gigante no céu da Terra, tudo isto desaparecerá. E mesmo a carcaça velha não será nada no silêncio infinito do espaço. Nem ela nem a mãe dela que a transportou até Saturno. Quem lembrará então os seus feitos? Quem lembrará então este dia em que partiu rumo ao desconhecido? Silêncio, como o silêncio das partidas em que sabemos que quem parte nunca mais regressa. Mas aqui há alegria. Uma alegria pela partida, pela vontade de revelar novos mundos ao mundo.

O Verbo

Dezembro 28, 2004 às 2:09 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
No princípio não era o Verbo, mas sim um silêncio e uma claridade enorme. E desse clarão de energia surgiu tudo o que conhecemos. O Verbo é recente e antes dele uma infinidade de coisas foi no seu silêncio e no nosso desconhecimento. E é nessa imensa história de silêncios e de mistérios que Deus espera ainda habitar. Porque se não houvesse silêncio nem mistério ele não tinha para onde ir. E ficava na rua sem casa nem sítio para estar. E com o frio que está lá fora era capaz de gelar e de apanhar uma pneumonia.

Primeiro eclipse

Dezembro 26, 2004 às 11:41 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
Uma imagem daquilo que pode ser o 1º registro de um eclipse do Sol. A descoberta foi feita na Irlanda e podem ver aqui o que leva o autor a dizer que se trata da observação de um eclipse do Sol em 30 de Novembro de 3340 a. C.

Outras escritas

Dezembro 26, 2004 às 11:07 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
Uma cópia de uma tábua de escrita cuneiforme cujo original deve remotar a 1581 a.C. A tábua relata as aparições do planeta Vénus no céu ao longo do reinado do penúltimo rei da Primeira Dinastia babilónica. Em cada observação existe um presságio. Pensa-se, no entanto, que a tábua possui vários erros de tradução fruto de muitas cópias feitas ao longo de 8 séculos. Também não se sabe ao certo se corresponde a 1581 a.C. Mas mesmo que o original seja mais recente não deixa de ser espantoso que há tantos séculos atrás, alguém se desse ao trabalho de anotar as aparições do planeta Vénus ao longo de 20 anos.

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