Mimas
Julho 27, 2004 às 8:15 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentárioFoi por pouco que escapou à destruição total. Mas o embate deixou-lhe uma cicatriz enorme que se vê na imagem. Mimas pela Cassini.
Novamente os anéis
Julho 26, 2004 às 6:14 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentárioContinuam a impressionar estes anéis de Saturno. Continuam a chamar por nós, a convidar-nos a novas explorações.

Em órbita
Julho 26, 2004 às 6:09 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentárioPara quem gosta de Saturno, não deve perder o último número do boletim “Em Órbita”. São 19 páginas sobre a missão Cassini-Huygens.
Reia
Julho 22, 2004 às 6:28 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
35 anos depois
Julho 21, 2004 às 6:00 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário E já lá vão 35 anos desde o dia em que pusemos pela primeira vez o pé na Lua
Uma lua com duas caras
Julho 16, 2004 às 5:45 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário
Poema para Galileu
Julho 13, 2004 às 5:05 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentárioEstou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei…Eu sei…
As Margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!
Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.
Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar – que disparate, Galileo!
– e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação –
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo de praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.
Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se estivesse tornando num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas – parece-me que estou a vê-las – ,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e escrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai, Galileo!
Mal sabiam os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo,
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto inacessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo
caindo
caindo
caindo sempre,
e sempre.
ininterruptamente,
na razão directa dos quadrados dos tempos.
António Gedeão
Anéis
Julho 9, 2004 às 11:46 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentárioVem hoje na primeira página do Público. As cores são falsas, mas não deixam de dar um colorido supreendente a todo o sistema.

Titã
Julho 6, 2004 às 6:56 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentárioNão é fácil ver através das nuvens de Titã, mas o espectrómetro de infravermelhos da Cassini conseguiu fazer isso. As imagens mostram uma superfície exótica coberta com uma grande variedade de materiais. A norte vê-se uma estrutura circular que parece ser uma cratera. As áreas em amarelo correspondem a regiões ricas em hidrocarbonetos, enquanto que as áreas verdes são regiões mais frias à base de gelo. A sul, uma nuvem branca de metano salta à vista. Mas também salta à vista o mistério de tudo isto.

Sem palavras
Julho 4, 2004 às 10:18 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentárioParecem uma simulação feita num computador qualquer. Mas são mesmo os anéis de Saturno ao vivo e em directo. A Cassini passou tão depressa por eles que nem teve tempo de tirar imagens a cores. Mas mesmo a preto e branco são impressionantes. Estão ali há milhões de anos a olhar para nós, há espera de uma visita. Ninguém sabe como é que apareceram, mas talvez agora seja finalmente possível descobrir o segredo das suas origens.

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