Melhor divulgação?

Junho 22, 2004 às 11:05 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário

O MCES já tem na sua página informação sobre a nova estratégia para a divulgação científica em Portugal. Entretanto, soube também que o Astronomia no Verão e outros programas de divulgação vão continuar. Portanto, boas notícias.

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Grande SpaceShipOne

Junho 22, 2004 às 12:44 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário

A SpaceShipOne realizou com sucesso o seu 1º voo histórico e aterrou em segurança. O avião foguete atingiu os 100 quilómetros de altura sem grandes problemas tornando-se assim na primeira nave privada a fazer um voo suborbtial bem sucedido. O motor-foguete do SpaceShipOne foi accionado durante 80 segundos e cerca de três minutos e meio depois, o aparelho atingiu os 100 quilómetros de altitude. Este tipo de experiências abre caminho à exploração turística do espaço em voos suborbitais. É claro que turismo no espaço não significa aqui turismo em órbita. O que temos aqui é um turismo suborbital em que vamos à fronteira do espaço e voltamos logo à Terra. O turismo em órbita é mais complicado e estou convencido que nunca poderá avançar sem um forte apoio dos governos ou das agências espaciais.

SpaceShipeOne

Junho 21, 2004 às 1:20 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário

Está tudo a postos para o 1º voo suborbital do avião foguete SpaceShipOne, que parte hoje do centro de ensaios espaciais civis de Mojave, no deserto da Califórnia. Será o 1º voo espacial privado. Se o voo for bem sucedido, ou seja, se o SpaceShipOne atingir os 100 quilómetros de altitude, a equipa que o fez irá tentar vencer o prémio X, um prémio de dez milhões de dólares para o primeiro veículo espacial a atingir duas vezes a altitude de 100 quilómetros, em duas semanas, com três passageiros a bordo. Esperemos que seja um voo sem problemas. Na imagem pode ver-se o avião que transporta o SpaceShipOne até aos 15 mil metros de altitude, conhecido por “Cavaleiro Branco”. É das costas dele que a pequena nave é largada rumo aos 100 quilómetros de altitude. Depois são 3 minutos sem sentir peso e o regresso à terra.


Livro sobre Marte

Junho 21, 2004 às 1:06 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário

Acabou de sair em Inglaterra um livro interessante e bem ilustrado sobre Marte e a exploração dos rovers. Escrito de forma clara e acessível pode ser comprado aqui.

As quotas

Junho 18, 2004 às 11:29 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário

Portugal é membro de pleno direito do Observatório Europeu do Sul (ESO) desde Janeiro de 2001. Como todos os países que pertecem ao ESO tem que pagar uma quota anual que no nosso caso é de 1,5 milhões de euros. Além disso, está a pagar em “suaves” prestações de 800 mil euros cada, a chamada quota de entrada. Esta quota é uma espécie de jóia que se paga para entrar num clube tão selecto. Normalmente paga-se toda de uma vez só, mas Portugal conseguiu negociar na altura o seu pagamento em prestações ao longo de cinco anos. Ora o nosso querido governo esqueceu-se de pagar não só quota anual de 2003, como também a prestação da jóia de 2003 e de 2004, que é paga sempre em Janeiro. Isto levou a que o ESO retirasse o direito de voto aos nossos dois representantes no conselho do ESO. E avisou mesmo que se as quotas não forem pagas brevemente perdemos o acesso aos telescópios do ESO. Parece que foi a primeira vez na história do ESO, que um país se esqueceu de pagar as quotas. O ministério já disse que ia pagar tudo, mas a situação mostra obviamente um país de contrastes. Consegue organizar um europeu de futebol, mas não consegue pagar a tempo e horas as quotas numa organização internacional. O que dirão lá fora de nós?

Os mirtilos do Utah.

Junho 18, 2004 às 10:47 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário

Antes dos famosos “mirtilos” terem sido descobertos em Marte pelo Opportunity, geólogos da Universidade do Utah tinham previsto a sua existência ao estudarem pedras semelhantes nos parques nacionais do Utah. Os geólogos estudaram zonas ricas em hematite (um óxido de ferro), onde encontraram pequenas esferas de hematite semelhantes aos “mirtilos” detectados pelo rover da NASA. Ora sabe-se que os “mirtilos” do Utah foram formados na presença de água líquida, o que significa que o mesmo pode ter acontecido em Marte. O processo de formação decorreu em pedras que tiveram ferro originalmente. Ao viajar por estas pedras a água provocou em certos sítios a precipitação do ferro em hematite. No entanto, calcula-se que os “mirtilos” marcianos sejam de pura hematite, enquanto que as pequenas esferas do Utah são principalmente de arenito, cimentadas por hematite que constitui quando muito 1/3 da esfera. Outra diferença é que as pequenas esferas do Utah foram feitas por águas subterrâneas, enquanto que em Marte existe a teoria de que os “mirtilos” foram feitos por água na superfície. Portanto, existe alguma contradição nesta abordagem. Isto significa que ainda estamos longe de compreender o problema da origem dos “mirtilos” em Marte.

Os vulcanismo quente de Io

Junho 16, 2004 às 9:56 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário

Quando em 1979, a sonda Voyager 1 passou perto de Júpiter e dos seus principais satélites, detectou vulcões em actividade em Io, uma lua deste planeta que tem aspecto de pizza colorida. Foi a primeira vez que se observaram vulcões activos fora da Terra e os espectómetros de infravermelhos das Voyager detectaram temperaturas de -27 a 327º C num dos vulcões e descobriram também que estes vulcões lançam enxofre e dióxido de enxofre para a superfície do satélite. Com a Galileu foram detectadas temperaturas ainda maiores de 427 a 1610º C, na verdade demasiado elevadas para um vulcanismo apenas à base de enxofre. Começou então a surgir a ideia de que existiam em Io, magmas ricos em silicatos associados a estas temperaturas tão elevadas. Um estudo feito na Universidade de St. Louis veio agora provar isso. Simulações em computador mostram que os vulcões de Io também deitam cá para fora sódio, potássio, silício e ferro. Alguns destes elementos são vaporizados na sua forma atómica, enquanto que outros são vaporizados na forma de moléculas, como o monóxido de silício, dióxido de silício e monóxido de ferro. O estudo mostra mesmo que o monóxido de silício é o principal constituinte dos gases vulcânicos. Portanto, parece que estamos a perceber finalmente o motivo de tais temperaturas.

A verdadeira natureza de Febe

Junho 15, 2004 às 12:42 pm | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário

A verdadeira natureza de Febe tem sido revelada com uma claridade surpreendente nas últimas imagens tiradas pela sonda Cassini. As imagens mostram um corpo coberto de crateras muito provavelmente feito à base de gelo e com uma camada fina de material escuro. O pormenor é fantástico. Como são um pouco pesadas, aconselho a sua visualização aqui. Estamos a entrar numa época muito interessante da exploração de Saturno. Uma época há muito esperada por mim.

Meteorito ao pequeno-almoço

Junho 15, 2004 às 2:03 am | Publicado em Astronomia | Deixe um comentário

Foi o que aconteceu em Auckland, na Nova Zelândia. Um meteorito perfurou o telhado de uma casa e aterrou lá dentro em cima de um sofá, quem sabe para não se aleijar. Os donos mal ganharam para o susto, mas parece que o seguro vai cobrir os danos. Na foto vemos a dona da casa com ele na mão. Parece um bolo todo queimado. E não será isso mesmo? A mulher deixou queimar o bolo e agora diz que é um meteorito?

Porque é que Vénus roda ao contrário dos outros planetas?

Junho 11, 2004 às 12:54 pm | Publicado em Astronomia | 1 Comentário

O meu amigo Jorge Almeida arranjou algumas resposta para este velho problema.

Resposta típica de um adolescente: “Porque lhe apeteceu!”

Resposta típica de um crente: “Porque assim Deus o quis.”

Resposta típica de um político: “Eu PROMETO que colocaremos Vénus no sentido igual ao dos outros planetas.”

Resposta típica de um incrédulo: “Será que Vénus roda mesmo ao contrário de outros planetas?”

Resposta típica de um Loupista: “Vénus entrou no hiperespaço e esta é a prova absoluta de que existe o hiperespaço!” (quem presenciou o fenómeno Loup;)

Resposta típica de um anarquista: “É a prova de que a anarquia reina no Universo.”

Resposta típica de um aristostélico: “Todos os corpos têm a sua rotação natural. Vénus gira em torno da Terra e no mesmo sentido dos outros planetas. Não há imperfeições no Universo imutável.”

Resposta típica de um hinduista : “Vénus tem um karma que é rodar nesse sentido.”

Resposta típica de um alucinado: “Ó meu, isso é altamente. Vénus como é quente como as Spice Girls para chamar a atenção de outros corpos rula assim. Man, estás a topar?”

Resposta típica de um astrólogo: “Os nodos ascendente e descendente emanam forças que fazem com que Vénus rode nesse sentido. As pessoas que nascem no dia em que Vénus está alto no céu, são pessoas que não gostam de ser contrariadas e fazem coisas diferentes de todos os outros. São, quase sempre, anacrónicas.”

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