Outros mundos
Agosto 27, 2004 às 6:12 pm | Na categoria Astronomia | Deixe o seu comentárioO caminho das almas
Agosto 20, 2004 às 10:37 pm | Na categoria Astronomia | 1 Comentário
É ali que vivemos. Numa coisa destas com tantas estrelas que ninguém sabe ao certo quantas são. Por estas noites vê-se uma parte dela espalhada pelo céu. Os antigos diziam que era o caminho das almas em direcção ao céu. Não imaginavam que era a nossa casa e que aquilo que viam era apenas o papel das paredes. Há 80 anos que sabemos onde estamos. O que quer dizer que passamos muito tempo sem conhecer os cantos à casa.
O guardador de rebanhos V
Agosto 19, 2004 às 12:52 pm | Na categoria Astronomia | Deixe o seu comentárioHá metafísica bastante em não pensar em nada.
O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Que ideia tenho eu das coisas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).
O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas coisas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
“Constituição íntima das coisas” …
“Sentido íntimo do Universo” …
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em coisas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.
Pensar no sentido íntimo das coisas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das coisas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as coisas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina).
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.
Alberto Caeiro (1914)
Duas novas luas para Saturno
Agosto 17, 2004 às 3:36 am | Na categoria Astronomia | Deixe o seu comentário
Outros vícios
Agosto 15, 2004 às 6:05 pm | Na categoria Astronomia | Deixe o seu comentárioO vício de acreditar
Agosto 15, 2004 às 4:32 pm | Na categoria Astronomia | Deixe o seu comentárioO espaço dos deuses
Agosto 15, 2004 às 4:23 pm | Na categoria Astronomia | Deixe o seu comentárioO problema da criação
Agosto 15, 2004 às 4:05 pm | Na categoria Astronomia | Deixe o seu comentárioMas se ninguém sabe como surgiu este Universo em que vivemos dar Deus como resposta é apenas uma forma confortável de dar resposta para uma coisa que não tem resposta. É como olharmos para uma pedra na rua e dizermos que foi Deus que a criou, só porque não sabemos como ela nasceu. Deus não é mais que uma resposta para tudo o que não tem resposta. Quando não sabíamos como é que as pedras tinham sido geradas dizíamos que era Deus, quando não sabíamos como é que o homem tinha aparecido na Terra a mesma coisa e por aí fora. Agora que sabemos já não dizemos o mesmo, já não é o Adão e a Eva, mas continuamos a pôr Deus nos últimos mistérios. E porquê? Porque na verdade nós nunca gostamos do mistério. Incomoda-nos e por isso arranjamos sempre respostas para tudo. E não há resposta mais fácil que Deus.
Tunguska III
Agosto 14, 2004 às 1:40 pm | Na categoria Astronomia | Deixe o seu comentárioTunguska II
Agosto 14, 2004 às 1:24 pm | Na categoria Astronomia | Deixe o seu comentário
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